
Audi F1, de Bortoleto, tem origem na Sauber, assim como a antiga equipe BMW
A equipe Audi, de Gabriel Bortoleto, fará a sua esperada estreia na Fórmula 1, no GP da Austrália. A primeira etapa da nova temporada do campeonato, no Circuito de Albert Park, em Melbourne, será neste domingo (8), 1h (horário de Brasília). TV Globo (TV aberta), SporTV (TV fechada), Globoplay (streaming) e F1TV (streaming) transmitem a prova
Para realizar esse sonho, a marca alemã comprou uma participação na Sauber e adquiriu o controle da equipe, antes de colocar os seus próprios carros na pista. Por curiosidade, esse foi o mesmo caminho escolhido pela BWM, grande rival da Audi fora das pistas. E isso pode dizer muito sobre as expectativas e chances do novo time.
Audi e BMW tem origem na Sauber
Grande rival da Audi no segmento de automóveis de luxo, a BWM entrou na Fórmula 1 em 2006, em uma história que começou da mesma maneira. Em 2005, a fornecedora de motores decidiu comprar as ações de Peter Sauber e criar o seu próprio time.
Depois de um ótimo desempenho nos dois anos seguintes, onde brigou sempre pelas primeiras posições, a BMW não resistiu à mudança de regulamento e à crise financeira global, anunciando a sua saída da Fórmula 1 e transferindo as ações da equipe de volta para Peter Sauber. Ou seja, a equipe Audi F1 tem, ao menos em parte do seu DNA, um pouco da BMW do início do século.
Quando e onde assistir do GP da Austrália 2026:
Quinta-feira (5/3)
- Treino Livre 1 às 22h30 (hora de Brasília)
Sexta-feira (6/3)
- Treino Livre 2 — 2h da manhã
- Treino Livre 3 — 22h30
Sábado (7/3):
- Classificação — 2h da manhã
Domingo (8/3):
- Corrida – 1h da manhã
Transmissão pela TV Globo ao vivo.
Como começou a Audi F1
A Audi F1 começou a nascer em 2022, quando os alemães firmaram uma parceria estratégica com a equipe suíça. Ali começou o plano de 4 anos para criar a equipe Audi.
Mas foi em 2024 que a Audi assumiu o controle da Sauber, aproveitando a brecha de uma grande mudança no regulamento anunciada para 2026, permitindo uma competitividade maior de novas equipes, já que todos teriam que desenvolver um carro praticamente do zero.
Passado difícil na Sauber
Antes da Audi assumir o controle, a Sauber fez uma temporada para esquecer em 2023, Contando com Valtteri Bottas e Guanyu Zhou, a equipe marcou pontos apenas na penúltima corrida, com o piloto chinês, terminando o campeonato com apenas quatro pontos e o último lugar na tabela dos construtores.
A mesma Sauber, só que antes da chegada da BMW, teve um ano menos dramático, mas ainda difícil, em 2005. Foram 20 pontos em 19 corridas, contando com a dupla formada por Jacques Villeneuve e Felipe Massa. A equipe terminou a temporada de construtores na 8ª posição.
Período de transição é a diferença
As coisas começaram a melhorar para a Sauber em 2025, um período de transição, com a equipe marcando na estreia mais pontos do que na temporada anterior completa. Mas foi só a partir do GP da Espanha, nona etapa da competição, que a equipe começou a se destacar no grid, com o 5º lugar de Hulkenberg.
A partir daquele final de semana, a Sauber colocou os seus carros mais 13 vezes na zona de pontuação, seis delas com Gabriel Bortoleto, e conquistou um pódio. Com essa arrancada, a Sauber superou a Alpine e a Haas no restante da temporada, marcando 64 pontos no total, mas terminou na 9ª colocação.
Piloto alemão e jovem promessa
Para 2025, a equipe Sauber anunciou um contrato de dois anos com brasileiro Gabriel Bortoleto, campeão da F2 e F3, para formar dupla com o experiente piloto alemão Nico Hulkenberg. A mesma dupla fará a estreia oficial da equipe na Fórmula 1 em 2026.
Na temporada 2006, ainda como o nome de BMW Sauber, a equipe também contava com um piloto alemão, Nick Heidfeld, em parceria com Jacques Villeneuve. Mas o campeão mundial foi substituído pelo jovem Robert Kubica, de 21 anos — mesma idade de Bortoleto — depois de 12 corridas.
Primeiro ano de sonho
No caso da BMW, o ano de estreia não poderia ter sido melhor. Logo na segunda corrida, na Malásia, já pontuou com Villeneuve – quando apenas 8 carros marcaram pontos. Na etapa seguinte, no GP da Austrália, a equipe conquistou o 4º e 6º lugares, com a melhor colocação ficando para o piloto alemão.
A partir daquele momento, a equipe estreante não abandonou mais o 5º lugar no campeonato de construtores, entre 11 equipes. A equipe pontuou 15 vezes e colocou Heidfeld na 8ª posição no mundial de pilotos.
Esse seria um início dos sonhos para a Audi F1 de Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg em 2026.
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Lugar de destaque nas temporadas seguintes
O ano seguinte foi ainda mais espetacular. Com uma consistência impressionante, Heidfeld e Kubica andaram quase sempre entre os cinco primeiros, colocando seus carros nada menos que 15 vezes nestas posições, econquistando o vice-campeonato de construtores. Kubica terminou com a 4ª colocação na temporada.
No seu terceiro ano, a equipe pisou ainda mais fundo no acelerador, alcançando 11 lugares no pódio. Veio a primeira vitória na categoria, com direito a dobradinha no Canadá. No mundial de construtores a equipe travou uma disputa com a McLaren-Mercedes, mas terminou na 3ª posição.
Esse caminho promissor não deixa de ser uma inspiração para a marca rival e uma meta a ser alcançada pela equipe Audi de F1 em 2027 e 2028.
Decepção e fim do sonho da F1
Em 2009, depois de apenas quatro temporadas e uma grande expectativa — gerada também pelos bons resultados — veio a decepção. A BMW não repetiu seus melhores resultados e terminou o ano “apenas” no 6º lugar de construtores.
A mudança do regulamento, que embaralhou o grid, fez com que a equipe pontuasse apenas três vezes nas 11 primeiras corridas. A BMW anunciou a sua saída da F1, inclusive como fornecedora de motores, apesar de se despedir com bons desempenhos nas últimas provas.
Essa é a parte da história em que a Audi fará de tudo para não imitar o rival. Talvez por isso tenha escolhido o momento de mudança de regulamento para entrar na categoria.


