
Fórmula 1
A Fórmula 1 confirmou neste sábado (14) o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, previstos para abril, após a escalada de tensão no Oriente Médio. A decisão foi tomada em conjunto com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e também suspende as etapas da Fórmula 2, Fórmula 3 e F1 Academy nas mesmas datas.
A organização avaliou alternativas para manter as provas no calendário, mas decidiu não substituí-las no mês de abril. O campeonato segue com as demais etapas previstas, enquanto promotores e dirigentes aguardam uma melhora nas condições de segurança na região.
Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1, afirmou que a medida foi considerada inevitável diante do cenário regional.
“Embora tenha sido uma decisão difícil de tomar, infelizmente é a decisão correta neste momento, considerando a situação atual no Oriente Médio.”
Segundo ele, os promotores locais estavam preparados para receber as corridas e colaboraram com a decisão final. Domenicali também agradeceu à FIA e às autoridades dos dois países pelo apoio e pela compreensão.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, disse que a entidade priorizou a segurança das equipes e do público. “A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e colegas em primeiro lugar”, afirmou.
Importância das etapas no calendário
O Bahrein e a Arábia Saudita se tornaram etapas estratégicas para a Fórmula 1 nos últimos anos, tanto pelo investimento dos governos locais no automobilismo quanto pelo peso financeiro das corridas no calendário global.
As duas provas costumam ocorrer no início da temporada e fazem parte da expansão do campeonato no Oriente Médio, região que passou a receber múltiplos eventos da categoria na última década.
Autoridades esportivas dos dois países disseram que aguardam o retorno da categoria assim que as condições permitirem a realização segura das corridas.
Guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona rota no Golfo
Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.
O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.
O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.
No estreito passam cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações que tentassem atravessar a área poderiam ser atacadas.
Para autorizar a travessia pelo estreito, o Irã colocou como condição da passagem à retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa.
Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem.
A guerra entrou na segunda semana com ataques, retaliações e ameaças militares em diferentes países do Oriente Médio.


