
Bruno revela desejo de entrar na carreira política
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou, nesta quarta-feira (18), o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa do goleiro Bruno Fernandes. Com a decisão, ex-jogador do Flamengo segue foragido há 13 dias desde que a Justiça revogou a liberdade condicional do atleta.
A liminar dos advogados alegava que a suspensão do benefício gerou um “constrangimento ilegal” ao cliente. Contudo, o requerimento foi rejeitado pela desembargadora Katya Maria Monnerat.
“No que concerne ao descumprimento das condições do LC (Liberdade Condicional), de fato, as condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido. Apenas 4 (quatro) dias após a efetivação do livramento condicional o penitente foi para o Estado do Acre, sem a prévia autorização deste Juízo, em violação as determinações contidas na decisão que concedeu o benefício. Ressalte-se que o apenado quem deve se adequar às regras de cumprimento da pena, seja em qual estágio ela esteja, e não o contrário. Além disso, o reeducando tomou ciência de todas as condições inerentes ao benefício, não podendo alegar desconhecimento dos requisitos impostos. Assim, acolho o parecer ministerial e REVOGO o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 (dezesseis) anos”. Desembargadora Katya Maria Monnerat
“Procurado”

Justiça estampa rosto do goleiro Bruno em cartaz de procurado
Na última semana, a Polícia Civil do Rio de Janeiro passou a divulgar um cartaz de procurado com a imagem do ex-goleiro Bruno Fernandes, considerado foragido após descumprimento de condições impostas pela Justiça. O material foi compartilhado nas últimas horas pelos canais do Disque Denúncia, que pede a colaboração da população para localizar o ex-atleta.
Segundo o comunicado, qualquer informação que possa ajudar na prisão pode ser repassada de forma anônima pelos telefones (21) 2253-1177, que também funciona via WhatsApp, ou pelo número 0300 253 1177.
A situação de Bruno passou a ser considerada de fuga após decisão da Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que expediu um mandado de prisão no dia 5 de março. A determinação partiu da Vara de Execuções Penais depois de constatar que o ex-goleiro não cumpriu uma das exigências da liberdade condicional, deixando de se apresentar para retornar ao regime semiaberto.
De acordo com as informações do processo, o ex-jogador teria viajado ao Acre em fevereiro para atuar pelo Vasco da Gama do Acre, sem autorização judicial. Pelas regras impostas no período de liberdade condicional, ele estava proibido de sair do estado do Rio de Janeiro, o que levou à revogação do benefício.
Enquanto é procurado, Bruno retirou suas contas das redes sociais do ar. Até o momento, a defesa do ex-goleiro continua incomunicável e não se manifestou.
Relembre a progressão de pena de Bruno
Bruno era o capitão rubro-negro na época do crime contra a ex-modelo Eliza Samúdio. De acordo com a Justiça, ela foi morta a mando do jogador em 2010. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Bruno foi ao Maracanã assistir um jogo do Flamengo em fevereiro
Condenado a 23 anos e um mês por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza, o goleiro era cotado para defender a seleção brasileira.
Em 2018, Bruno ganhou progressão para o regime semi-aberto por bom comportamento e chegou a atuar por diversos times menores, Boa Esporte, Poços de Caldas, Rio Branco-AC e Atlético Carioca, onde encerrou sua carreira profissional de forma oficial, em 2021.
Em liberdade condicional desde janeiro de 2023, Bruno tentou voltar ao futebol em equipes amadoras, mas não conseguiu retornar aos gramados, naquele período, em função da rejeição de torcedores e até patrocinadores.


