
Bola da Copa do Mundo de 2026
A menos de dois meses da Copa do Mundo de 2026, a inteligência artificial deve assumir papel central dentro e fora de campo. Sensores na bola, impedimento semiautomático e análise de dados em tempo real prometem tornar decisões mais rápidas e precisas, além de mudar a preparação dos atletas e a experiência dos torcedores.
Do outro lado das quatro linhas, segundo pesquisa da MindMiners, 83% dos brasileiros pretendem acompanhar o torneio, e 69% veem a competição como entretenimento que vai além do futebol.
Ao mesmo tempo, dentro de campo, tecnologias baseadas em IA e rastreamento óptico já permitem monitorar dezenas de pontos do corpo dos jogadores por segundo e cruzar dados com sensores na bola para acelerar análises da arbitragem. Com isso, as decisões em campo, como no impedimento e como chip que indica se a bola entrou ou não, além de outros fatores, contribuem para a tomada de decisões.
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“O futebol se tornou um ambiente altamente orientado por dados, com informações sendo processadas em tempo real a partir de múltiplas fontes”, afirma o especialista em inteligência artificial e professor da Fundação Getulio Vargas, Kenneth Corrêa.
Fora das quatro linhas, comissões técnicas utilizam plataformas que analisam padrões de jogo, ocupação de espaços e indicadores físicos dos atletas em tempo real, ajudando a antecipar riscos de lesão e orientar decisões durante as partidas.

VAR durante partidas de futebol
Para o torcedor, a transformação também chega via gráficos avançados, replays em 3D e recursos de realidade aumentada nas transmissões e nos estádios.
Apesar dos avanços, especialistas apontam que a tecnologia não elimina completamente controvérsias.
“A máquina não tem time do coração, não pisca e não sente a pressão de milhões de torcedores na arquibancada. Ela entrega uma justiça matemática e incontestável para as regras do jogo”, afirma Corrêa.
A Copa do Mundo de 2026, 23ª edição do principal torneio de seleções organizado pela Fifa, acontece entre os meses de junho e julho deste ano nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A competição terá países estreantes, retornos ilustres, sedes inéditas e um novo formato de disputa, que interrompe a sequência utilizada desde 1998.
O Mundial tem início no dia 11 de junho, às 16h (horário de Brasília), quando México e África do Sul abrem o torneio no Estádio Azteca, na capital mexicana.
Em busca do Hexa no Mundial, o Brasil está no Grupo C. Marrocos, Haiti e Escócia são os adversários da Seleção Brasileira na primeira fase do torneio.
O primeiro jogo do time brasileiro vai ser no dia 13 de junho, contar Marrocos, em Nova Iorque, às 19h (de Brasília).
Na sequência, o Brasil enfrenta o Haiti, no dia 19, às 22h, na Filadélfia. A seleção fecha a primeira fase diante da Escócia, em 24 de junho, em Miami, às 19h.


