
Protótipo da camisa da seleção dos Estados Unidos de basquete com Pelé
A presença de Michael Jordan, lendário jogador de basquete estadunidense, na camisa azul da seleção brasileira para a edição de 2026 da Copa do Mundo tem dado o que falar.
A imagem do mítico ala-armador, por meio de sua marca, substituiu o logotipo da Nike, fornecedora do time canarinho, e gerou indignação entre os fãs brasileiros mais tradicionais. Em função disso, a redação do iG propôs um exercício de imaginação: os americanos aceitariam ter Pelé no uniforme do Dream Team, a icônica seleção de basquete dos Estados Unidos?

Pelé atuando pelo New York Cosmos
Por mais que a silhueta presente o material da Seleção não seja puramente uma representação de Jordan como atleta, mas sim do sucesso global de sua marca, ela ainda carrega a imagem construída em 15 anos brilhantes na NBA.
Em sua carreira, e até mesmo depois do fim dela, Mike não demonstrou grande interesse e nem exerceu alguma influência significativa sobre o esporte brasileiro.
Na contramão, Pelé não só tinha um enorme interesse pelos Estados Unidos, como foi o principal responsável pela evolução do futebol no país, que acabou resultando em duas Copas do Mundo sendo disputadas no local.
Já no final de sua carreira, em 1975, o ‘Rei’ trocou o Santos por uma nova aventura: o New York Cosmos. Pelé chegou ao país com o status de grande celebridade, atraindo uma atenção nunca antes vista para a NASL (Liga Norte-Americana de Futebol).

Popularidade do futebol explodiu nos Estados Unidos quando Pelé foi ao New York Cosmos
19 anos depois de sua estreia pela equipe nova-iorquina, a MLS (Major Soccer League, atual principal campeonato do país) era criada, e o Brasil conquistava o seu quarto título mundial em Pasadena, na Califórnia. Isso consolidou o futebol na briga por um espaço no grupo dos quatro grandes esportes estadunidenses (futebol americano, beisebol, basquete e hóquei no gelo).
Pelé não tem qualquer relação com o basquete dos Estados Unidos, mas, em um ano de Copa do Mundo sediado no país, homenagear um dos principais responsáveis pela popularização do futebol na nação em camisas de outros esportes não seria algo justo?

Camisa reserva do Brasil para a Copa do Mundo
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Contrato de Jordan com a Nike
O contrato de Michael Jordan com a Nike é um dos maiores casos de sucesso do mercado esportivo. A parceria começou em 1984, ano de estreia do jogador pelo Chicago Bulls depois de ter sido selecionado com a terceira escolha do Draft.
Além da Nike, Adidas e Converse também disputavam a jovem promessa que havia brilhado por North Carolina no basquete universitário. No entanto, a promessa de uma linha exclusiva de tênis foi determinante na escolha do atleta.
Inicialmente, o contrato era válido por cinco anos, com um valor total de 2,5 milhões de dólares (na cotação atual, R$ 13 milhões). Muito mais notório que o número fixo, foram os royalties acordados entre as partes, que tornaram o vínculo muito mais lucrativo ao jogador.

Primeira versão do tênis ‘Air Jordan’, lançada em 1985
Em 1997, quando Mike estava em meio ao seu segundo tricampeonato consecutivo e já era um nome forte na briga dos maiores atletas da história, um novo contrato foi assinado, com a criação de uma marca exclusiva: a ‘Jordan’.
Assim como o assinado em 1984, o astro acertou o direito de receber uma porcentagem da venda de todos os produtos negociados pela nova marca.
Apenas considerando o ano de 2024, Michael Jordan faturou cerca de 300 milhões de dólares (R$ 1,85 bilhão na conversão de dezembro de 2024) em seu contrato com a Nike, mais de três vezes o que conquistou com seus salários na NBA (94 milhões de dólares, R$ 492 milhões na cotação atual).


