
Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing
Durante anos, uma das principais marcas de Max Verstappen foi a capacidade de ganhar posições logo nos primeiros metros de corrida. O piloto da Red Bull Racing frequentemente “engolia” adversários ainda antes da primeira curva.
Mas algo mudou na temporada de 2026 da Fórmula 1.
Na corrida sprint mais recente, por exemplo, Verstappen perdeu tantas posições na largada que chegou à primeira curva apenas na 15ª colocação, um cenário muito diferente do que se via em temporadas anteriores.
O próprio holandês resumiu o fim de semana do GP da China como um verdadeiro desastre.
Fim de semana difícil em Xangai
Além da falta de ritmo ao longo das sessões, Verstappen viveu uma situação incomum: foi a primeira vez desde a introdução das corridas sprint na Fórmula 1 que ele terminou esse formato sem pontuar.
Para um piloto que, nos últimos anos, esteve quase sempre brigando pelas primeiras posições, o resultado acendeu um alerta claro de que algo não está funcionando como antes.
Parte dessa explicação pode estar nas mudanças técnicas do regulamento atual.
Novo procedimento de largada
Com o regulamento de 2026, a Fórmula 1 removeu o sistema MGU-H das unidades de potência. A mudança alterou de forma significativa o comportamento do motor nas largadas.
Agora, os pilotos precisam manter o motor em rotações muito mais altas por cerca de 10 segundos antes da largada, garantindo que o turbo esteja pronto para entregar potência imediatamente.
Além disso, também é fundamental chegar ao grid com energia suficiente armazenada na bateria, algo que depende da gestão feita ainda durante a volta de formação.
E é justamente nesse ponto que Verstappen tem encontrado dificuldades.
Na primeira corrida do ano, por exemplo, sua largada foi lenta por falta de energia disponível, um problema que também afetou o carro de Isack Hadjar na primeira volta.
O mesmo cenário se repetiu no Shanghai International Circuit. Na sprint, Verstappen caiu para a 15ª posição logo após a largada. Já na corrida principal, largou em oitavo, mas havia caído para 11º ainda na segunda volta.
Segundo o próprio piloto, a explicação é simples e preocupante.
Ele afirma que não há potência suficiente disponível no momento da largada. De acordo com Verstappen, quando solta a embreagem, o motor de sua Red Bull simplesmente não responde como deveria.
Se esse problema persistir, uma das maiores armas do holandês, suas largadas agressivas, pode deixar de ser um diferencial nesta nova era da Fórmula 1.


