
Reinaldo Carneiro Bastos
O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneio Bastos, é o principal alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo que apura os crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
De acordo com o MP, o inquérito apontou pagamento de R$ 11,5 milhões em dinheiro vivo na venda de uma empresa de serviços de limpeza ligada ao mandatário do futebol paulista.
Segundo a investigação, o valor total da negociação girou em torno de R$ 15,5 milhões. Contudo, R$ 11,5 milhões, desse montante, teriam sido transferidos em espécia. A prática suspeita, segundo promotores, seria incompatível com práticas comerciais regulares. O caso veio à tona após uma reportagem do Estadão.
Por meio de nota, o presidente da FPF garantiu que não recebeu dinheiro vivo. Ele acusou o advogado Wilson Marqueti Jr., rival nas eleições para presidência da entidade, de armação e disse que a denúncia faz parte de um jogo político. A reportagem do iG entrou em contato com Marqueti Jr. e aguarda o retorno.
Eleições na FPF
Reinaldo Carneiro Bastos é o grande favorito dos clubes para reeleição na cadeira de presidente da FPF. Ele assumiu o cargo em 2015 depois que o antecessor, Marco Polo Del Nero, ascendeu à presidência da CBF. Três anos depois, Del Nero foi banido do futebol pela FIFA por suspeita de corrupção.
Para o mandato do novo triênio, entre 2027 e 2030, Bastos concorre com Wilson Marqueti Jr. A votação está marcada para o próximo dia 25 de março.
Veja nota de Carneiro Bastos na íntegra
A Federação Paulista de Futebol terá eleição no dia 25 de março, em um pleito que tenho a honra de receber apoio de quase 100% dos clubes e ligas para me reeleger. Todo colégio eleitoral, as pessoas com quem convivo e trabalho sabem da minha lisura e correção. Ainda assim, infelizmente estamos enfrentando o jogo sujo de um aventureiro que não tem nenhum voto.
Por meio de um cidadão chamado Joel Passos, um ex-auditor suplente do TJD-SP, o aspirante a candidato Wilson Marqueti Jr. vem tentando influenciar no processo eleitoral tendo como única bandeira um denuncismo vazio e calunioso contra a minha honra e imagem.
Após sofrer diversos reveses na Justiça em relação ao contrato de patrocínio da Petrobras para o futebol feminino paulista, o preposto de Marqueti fez nova investida mentirosa. O garrancho encaminhado ao Ministério Público, um amontoado de invenções, agora trata do meu patrimônio familiar.
Durante minha carreira profissional de mais de 50 anos, jamais fui remunerado em espécie. Ao contrário do que sugerem meus detratores, não recebi nenhum real em dinheiro pela venda de participação da Milclean.
Conforme contrato de compra e venda da empresa, toda operação, parcelada em 60 meses, foi realizada por meio de transferência bancária registrada e declarada à Receita Federal. Todas as minhas declarações de imposto de renda foram entregues e aprovadas pelas autoridades. E jamais respondi a qualquer processo criminal.
Comecei a trabalhar aos 14 anos. Iniciei minha carreira como dirigente de futebol aos 18 anos. Toda minha história e patrimônio foram construídos com o meu trabalho pessoal e da minha família. Desta forma, processarei os caluniadores pelas acusações infundadas.


